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Como tudo na vida, há sempre algo injusto, algo que nos prende nos outros mm estando nós em sangue. Render-nos, fincando de joelhos não é desistir mas sim mostrar que a guerra não é o caminho certo. Ninguém merece ninguém, todos são uma cambada de egoístas, ninguém dá valor à vida, o amor é banal, tudo é uma brincadeira, nada é compreendido quando acontece, só no fim é que as pessoas entendem. Não é a morte que mostra a razão, ela apenas abre os olhos. Mil e um poemas de amor, duzentas canções, uma palavra gasta à toa, "amo-te", agora é brincadeira, já não há amor na palavra e na promessa. O sustento do coração é o sangue, não as palavras, o ser humano não precisa de amor, precisa de ar, precisa de alimento para movimentar, o amor, o carinho, a solidão, tudo isso é suplementar. Não se iludam, porque as palavras deixaram de fazer sentido, não há em quem acreditar.
Sinto que os dias passam mais rápido, a vida está a terminar, os anos passam sem darmos conta, agora somos jovens, amanhã parece que já somos idosos à beira da morte. Tanta ilusão, desilusão, confusão e decepção. Sem sentido, sem cuidado, sem noção! Valorizem mais a vida que as palavras alheias. Pode-se brincar com palavras, mas nunca com a vida.
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