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Há dias que não apetece fazer nada, em que se olha para o outro lado da janela e se pensa "será que ... não, é melhor não", olhamos ao espelho e só queremos que o reflexo seja perfeito, treinamos o nosso sorriso, etc ... os dias assim tornam-se constantes, a vontade de lutar torna-se nula, e no fim de contas, só era preciso motivação, alguém ali para apoiar, algo para mudar o constante desses dias. Quando se é abraçado por alguém, mesmo pouco próximo ou até mesmo desconhecido, sente-se aquele arrepio interior, que transmite as lágrimas do coração para os olhos, que podem ser contidas ou libertas. Os olhos enchem-se, o ar sai pela boca, mesmo sem querer, ele sai... é impossível controlar-mos aquilo que sentimos, a solidão, o amor, a saudade, tudo o que sentimos é impossível ser domado, é impossível escolher o que sentir ou não. As pessoas agem como se o corpo humano tivesse um botão especial capaz de desligar os sentimentos, mas não ... estão muito enganados. O olhar interior, o reconhecer os erros, reconhecer o seu próprio "eu", é tão complicado que se nem isso são capazes de fazer, como serão capazes de controlar sentimentos. A dor será maior ao tentar controlar. Porque não deixar a vida viver sozinha? Porque não deixar tudo correr consoante o destino ? Não sei, mas as pessoas precisam de pensar menos. 

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